10 de abr. de 2019

Modelo de Publicação em Fluxo Contínuo para Periódicos (Ahead of Print)

No ano passado pudemos participar do 4º Encontro de Editores Científicos da UFG, ocorrido em novembro de 2018. Na ocasião tivemos uma palestra com o Prof. Abel L. Packer, Diretor do Programa SciELO / FAPESP sobre o "Cenário da Comunicação Científica no Brasil e no mundo". O professor explicou os novos rumos que o Scielo tem tomado para melhorar e agilizar a publicação de periódicos no país a partir dos novos modelos de publicação que os periódicos estão adotando. Desde o ano passado o Scielo tem implementado um novo modelo de publicação chamado "Ahead of Print", ou "Publicação em Fluxo Contínuo". Este sistema consiste na publicação de artigos tão logo eles tenham sido avaliados e aprovados pelos pareceristas, não sendo necessário esperar que o periódico lance uma edição para só então ter o artigo publicado. Gostaria de apresentar este novo modelo para vocês, que visa agilizar não só para os autores, que terão seus artigos disponibilizados de forma mais rápida, como também para os editores, que não terão o acúmulo de trabalho em apenas alguns períodos do ano para lançar suas edições.

11 de set. de 2018

I Mostra de Cinema: "Os diferentes espaços da Violência"


Dos dias 19 a 21 de Setembro se realizará, no Campus da Universidade Estadual de Goiás (UEG) de Porangatu, a I Mostra de Filmes, que tem por objetivo levar aos alunos da Universidade e também à toda a comunidade a sensação de assistir grandes clássicos do cinema, assim como promover o debate entre professores e estudantes presentes. A mostra ocorrerá no interior do VIII Congresso Acadêmico Científico desta Universidade, a se realizar em setembro, sempre no período da tarde. Neste ano a mostra traz ao seu público filmes que versam sobre a temática da violência, que é o tema central do Congresso. Os filmes selecionados, sob minha curadoria, procuram abordar a violência em vários eixos, sejam filosóficos, geopolíticos ou socioeconômico. Neste sentido, apresentamos três obras que acreditamos abranger todos estes aspectos e possibilitar uma discussão ampla a respeito do tema.

3 de ago. de 2018

A raiz autoritária do brasileiro


Vivemos tempos sombrios em que a defesa de regimes a práticas autoritárias se transformaram em senso comum pelos facebooks e grupos de whatsapp por aí. Cada vez mais temos visto a ascensão destes discursos no país, e em época de eleições isto se torna cada vez mais comum (e preocupante). Basta olharmos para as pesquisas eleitorais e percebermos que um dos principais candidatos a presidência do país defende torturador do regime militar e lança pérolas como "o erro da ditadura foi ter torturado e não matado". Na educação, a escalada das escolas militares demonstra a incapacidade de lidar com a juventude e a crença de que os problemas da escola só se resolvem com a polícia. No campo religioso, temos visto a tentativa por parte de determinados segmentos cristãos de pautar as políticas públicas em nome da fé, legislando a partir do que eles (e SÓ eles) consideram como a palavra de seu deus. 

23 de jul. de 2018

Não é só uma piada: o racismo nosso de cada dia

O período da Copa do Mundo trouxe muitas discussões à tona. Durante um mês inteiro pudemos debater sobre a decepção com os favoritos, sobre aulas de esquemas táticos, sobre polêmicas de arbitragem e especialmente o uso da tecnologia de vídeo para auxiliar os árbitros, entre outros. Mas não foi só o futebol que esteve na vitrine neste período. Outros assuntos sociais acabaram vindo à tona também durante este período, como por exemplo a questão dos filhos de imigrantes jogando nas seleções, especialmente na campeã seleção francesa, sobre as manifestações nacionalistas croatas, interpretadas por muitos como apoio ao regime nazista e sobre machismo e assédio às mulheres realizados na Rússia, especialmente com jornalistas que faziam seu trabalho. 

5 de jul. de 2018

O Círculo do Espetáculo: os limites da exposição nas redes sociais

O uso das redes sociais é uma constante em nossa vida, e tem influências diversas na sociedade atual. Refletir sobre o uso das redes se torna essencial para compreendermos não só como utilizá-las melhor e quais seus limites, mas até que ponto podemos ter nossos dados comprometidos ao nos expormos em demasia. Este é justamente o tema do filme O Círculo, lançado em 2017, e que procura abordar até que ponto nossa exposição nas redes sociais é positiva e que tipo de novas relações interpessoais estão nascendo de seu uso, tal qual preconizara o teórico francês Guy Debord na obra A Sociedade do Espetáculo, lançada em 1967, a respeito dos meios de comunicação em massa e sua relação com o capitalismo. 

30 de jun. de 2018

Intervenção militar e a importância da consciência histórica


Nos últimos anos temos acompanhado cada vez mais campanhas a favor de uma intervenção militar em nosso país. Desde os protestos de junho de 2013, a cada manifestação popular víamos faixas e camisetas pedindo intervenção, o que acabava sempre dividindo opiniões e gerando críticas de todos os lados. O mais recente episódio foi na greve dos caminhoneiros de junho de 2018, em que pôde-se ver um aumento considerável no número destas faixas e cartazes pedindo intervenção em meio aos grevistas. A complexidade que envolve estes discursos torna bastante difícil fazer qualquer análise dos mesmos, mas temos visto algumas tentativas de interpretar e dar sentido a estas solicitações. 

26 de jun. de 2018

Copa, Neymar e Memes: o papel das redes sociais na construção das narrativas

A Copa do mundo é com certeza um dos eventos esportivos mais visados do mundo. A competição atrai os olhares do mundo todo, até de países que normalmente não tem tanta tradição assim no esporte. É a época em que a imprensa de todo o mundo atrai seus olhares para este esporte na busca pela melhor informação. Até alguns anos atrás, estávamos acostumados a ver a TV e as grandes corporações de mídias pautarem os debates em um evento como este e serem responsáveis por dar a palavra final na construção das principais narrativas e discursos que seriam lembrados pela história. Mas, desde a Copa de 2014, um novo personagem entrou em cena: as redes sociais. Estas foram responsáveis pela irrupção de novas narrativas e pela quebra da hegemonia da grande imprensa. E isto afetou o modo como nos relacionamos com os grande eventos e, principalmente, afetou a forma como os próprios jogadores são afetados pelas notícias. 

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