2 de jun de 2018

Heavens Guardian e a festa do Metal Goiano

Foi em meados de 1998 que tive a oportunidade de assistir meu primeiro show de Metal em Goiânia. Lembro que há pouco tempo havia conhecido o estilo, através de fitas cassetes piratas do Metallica e Iron Maiden, ouvidas à exaustão naqueles walkmans coloridos vendidos pelos camelódromos da vida. Naquela época eu e alguns amigos havíamos ouvido falar de shows do estilo que aconteciam na sede estudantil do Diretório Central dos Estudantes (D.C.E.) da UFG, localizado na Praça Universitária, com bandas locais de heavy metal e resolvemos conferir um destes shows. Entre as bandas havia uma que se destacava e da qual já ouvíamos falar há algum tempo: uma tal de Heavens Guardian. No primeiro show a impressão não foi das melhores: local tosco e som ruim. Com o tempo nos acostumamaríamos, e até veríamos shows melhores. Mas de fato a banda que fechava o evento merecia a fama até ali adquirida: a Heavens Guardian realmente tinha algo de diferente. Seria o início de uma longa carreira (pra eles e pra nós, como headbangers). 

1 de jun de 2018

A Greve dos Caminhoneiros e a implosão das ideologias políticas

A recente Greve dos Caminhoneiros iniciada no dia 21 de Maio levantou diversos debates na sociedade brasileira, e serviu para colocar em cheque grande parte das ideologias políticas, tanto da esquerda quanto da direita brasileira. Os inúmeros elementos sociais e políticos presentes neste movimento foram capazes de colocar em choque vários personagens políticos, e expôs a fragilidade das análises polarizadas que vinham predominando no país desde as manifestações de junho de 2013. A seguir fazemos um levantamento das principais divergências e mostramos porque esta Greve teve a capacidade de demonstrar como a realidade vai além de toda e qualquer tentativa de dicotomização. 

30 de mai de 2018

A nova face do Anticomunismo

Desde 2013 temos acompanhado no Brasil a escalada de um forte sentimento contra as esquerdas, que se iniciou com as manifestações de junho de 2013, organizadas a partir da pauta do aumento do valor do transporte urbano em São Paulo, mas que logo resultaram num conjunto de manifestações difusas, sem lideranças e com pautas as mais diversas, inclusive pautas de direita como a queda do governo e a famigerada "intervenção militar". As lideranças políticas tentaram logo encabeçar as manifestações a seu favor, especialmente partidos de esquerda, como o PSOL e o PSTU, e movimentos de direita, como o MBL e o Vem pra Rua. Com o rechaço aos primeiros, foram estes últimos quem acabaram conseguindo agregar os movimentos que então surgiam, e passaram a pautar suas principais reivindicações através das redes sociais, principalmente através da canalização de um sentimento generalizado  contra a corrupção e os políticos.

14 de mai de 2018

Salah, o Africano


 Neste ano, entre os destaques futebolísticos, tivemos pela primeira vez a ascensão de um jogador egípcio. Mohamed Salah, jogador egípcio de 25 anos do Liverpool marcou 45 gols na temporada, sendo 32 deles só na Premier League (Campeonato Inglês), o que o levou a bater o recorde de gols em uma única temporada do campeonato, anteriormente pertencente a Luis Suárez, Alan Shearer e Cristiano Ronaldo. Por conta disto, Salah foi eleito o melhor jogador africano desta temporada pela Confederação da África (CAF). No entanto, ao divulgar a notícia, alguns sites de notícia se depararam com um estranho fenômeno: muitos comentavam dizendo que se tratava de um erro, que Salah não era africano, mas sim Egípcio. 

16 de nov de 2015

"A demonização do outro": notas sobre o fundamentalismo religioso


O fenômeno do fundamentalismo tem crescido cada vez mais em nossa sociedade. Em um mundo cada vez mais plural e diversificado, a necessidade de se apegar a algo sólido e que dê uma sensação de estabilidade é apontada como uma das principais razões para o crescimento das religiões de cunho fundamentalistas. A extrema liberdade que nos cerca traz junto a ela a falta de certezas e, consequentemente, o vazio existencial. Não é a toa que a depressão é considerada o mal do século.

9 de nov de 2015

A romantização do passado

Domingo a tarde, família reunida conversando sobre as notícias da semana, não demora pra surgir aquele tradicional "ah, no meu tempo é que era bom". A frase, dita com aquela convicção quase celestial, logo é seguida por todos, que passam a rememorar seu passado idílico, não se esquecendo sempre de compará-lo com "os dias de hoje", taxados com os mais diversos adjetivos pejorativos, como "tempos perdidos" e coisas do tipo. Imagino que não seja só na minha família que haja diálogos deste tipo. A reverberação de tais ideias nos dá mostras de que há um sentimento generalizado e difuso que contrapõe passado e presente em condições desiguais de concorrência. Enquanto o primeiro é valorizado como extremamente positivo, o segundo é retratado como um tempo de perdição e degeneração. Esse pensamento, em tempos de crise, se torna mais comum ainda.

29 de dez de 2014

A intolerância ao pensamento divergente

Estas últimas eleições no Brasil escancararam um novo comportamento do cidadão comum brasileiro frente à política. Ânimos acirrados de todos os lados deram o tom do "debate" em torno dos presidenciáveis. Coloco entre aspas pois, a meu ver, tratou-se muito mais de uma troca de insultos do que efetivamente troca de ideias a respeito do que consideravam o melhor para o país naquele momento. Como membros de torcidas organizadas, os dois lados saíram às ruas das redes sociais para protestar e tentar mostrar, mesmo que de forma atabalhoada e sem muita coerência, na maioria dos casos, que o seu lado era o melhor. 

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